terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

And it's hard to find what I want


Aquela era só mais uma noite em que me peguei afogada em meu próprio choro. Não sei se por amor se por essa solidão que o escuro da noite traz ou se pelas tentativas frustradas de expulsar isso tudo em algum papel.
Depois de algumas horas me afogo novamente em meu choro, ainda sem saber o porquê.
Uma face do relógio mostra o tempo perdido a outra nunca pra mim se mostrou, aquela que dizem ser o tempo que temos pra recuperar o perdido. Às vezes sinto como se eu fosse parte desse relógio que fica ali, parado, mas sempre correndo, que quando cansado de mostrar o tempo que ninguém vê, para seus ponteiros.
Organizo alguns pensamentos e procuro aconchego em minhas músicas até encontrar a música que fez com que eu jogasse fora todo esse tempo que passei escondendo de mim mesma essa respiração ofegante, essas batidas fortes, esse olhar triste. E assim, afogar-me novamente em meu choro, mas dessa vez pude ver o relógio me mostrando sua outra face. Me fez perceber que não há sentido em perder a mente antes do meu tempo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

So Far Is Close


Este é você ou sou eu?
Aquele era você ou eu?
Hoje sou tão eu que me tornei sua
Depois das lágrimas secarem é como o sol depois da chuva
Sou pura, sou crua, sou tua
Tão longe e tão perto
Tanto tempo já não sei se é certo
Me aquieto, vou para tão perto que me pergunto, o que é certo?!
Tudo é tão incerto…

My sister sees me

“É parte de mim teus medos…
ainda tão pura
confusão lhe toma conta
suga tua raiva do mundo explode num papel
traça linhas de insensatez
rasga a face do real
alegra com teu sorriso 
destrói em uma palavra
não faz mau algum
tão frágil só quer se proteger
tocar o céu com a palma das mãos
acontece, dá sentido a teu coração”

sábado, 21 de agosto de 2010

When I was younger I saw

Na vida, apenas uma coisa é certa, além da morte e dos impostos. Não importa o quanto você tente, não importa se são boas suas intenções, você cometerá erros. Você irá machucar pessoas e se machucar. E, se algum dia você quiser se recuperar, há apenas uma coisa que pode ser dita… esquecer e perdoar. É isso que dizem por aí. É um bom conselho, mas não muito prático. Quando alguém nos machuca, queremos machucá-los de volta. Quando alguém erra conosco, queremos estar certos. Sem perdão, antigos placares nunca empatam, velhas feridas nunca fecham. E o máximo que podemos esperar é que um dia tenhamos a sorte de esquecer.